Eu quero ser amiga da Jout Jout

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Eu estou viciada na Jout Jout. Muitas pessoas já devem conhecê-la, porque ela está famosa na internet, mas eu só fui descobrir essa semana através de alguém (não lembro quem) que compartilhou uma entrevista no youpix. E desde então, as únicas coisas que consigo ver no youtube são os vídeos dela e o clip ‘style’ da Taylor Swift (não me julguem). Até acabei com meu plano de dados no celular de tão obcecada que estou.

Toda vez que assisto um vídeo só consigo pensar “eu quero ser amiga dela”. Por sinal, acho ela parecida com muitas amigas minhas, então isso deve dizer alguma coisa. Ela também parece comigo em alguns momentos, totalmente doida, sabe? Tipo o dia que ela foi limpar a geladeira ou ver o tinder (sou eu!). Não costumo acompanhar youtubers, porque não tenho muita paciência para vídeos com mais de dois minutos de gente falando, mas estou totalmente viciada nela.

Cheguei a compartilhar no facebook o vídeo mais famoso que é ‘Não tire o batom vermelho’, em que ela fala sobre relacionamentos abusivos e os sinais de que você pode estar em um. Mas tem vídeo sobre tudo que você possa imaginar. Ela escolhe os temas de uma forma bem aleatória, então tem ela falando sobre as atualizações no whatsapp que ela não gosta, relacionamentos, vídeo bêbada falando sobre ‘Are you the one?’, ela olhando o tinder, ela e o Caio (o namorado dela que nunca aparece) respondendo perguntas sobre o relacionamento ou fazendo brincadeiras… ou seja, de tudo. E todos hilários. O mais legal é que ela é natural. Só começa a falar sem parar enquanto você morre de rir.

Vejam esse vídeos e me digam: como não ama-la?

Mais vídeos no canal do youtube dela.

Por um Dia das Mulheres mais feminista

Acho que o que mais tem na minha timeline (que é bem feminista) é gente defendendo porque devemos falar sobre o empoderamento da mulher no dia 8 de março em vez de apenas dar chocolates e flores. Não me entendam mal, eu adoro chocolates (flores nem tanto), mas eu endosso o caldo de que nesta data nós temos que refletir sobre as questões de gênero.

Afinal de contas, esse dia nasceu por causa de muita luta. Ninguém colocou essa data no calendário porque achava as mulheres bonitinhas, mas porque nós batalhamos para sermos vistas como seres humanos independentes que precisam de respeito e igualdade. E continuamos lutando até hoje, apesar de todos os dias termos nossos direitos invadidos, suprimidos e negados em todo o mundo.

Então, neste Dia da Mulher, eu gostaria que todos nós pensássemos um pouco sobre o feminismo. Por causa disso, eu coloco aqui um vídeo sensacional da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, entitulado ‘Nós Deveríamos Todos Ser Feministas‘. Acho que ela consegue sintetizar bem minha relação com o feminismo.

Como feminista assumida, eu sei bem como muitas pessoas (homens e mulheres) torcem o nariz quando escutam essa palavra. Como se feminista fosse um ET maligno pronto para acabar com a vida dos homens, esses pobres seres indefesos que nunca fazem nada de errado e estão sendo injustamente acusados de serem monstro, mesmo os dados de estupros, violência doméstica e feminicídios serem tão grandes em todo o mundo.

Não somos ETs, é sério. Só refletimos sobre o mundo a nossa volta em uma outra ótica: aquela de que a mulher deve ser respeitada e ter direitos e oportunidades iguais na nossa sociedade.

E eu acho engraçado que até no Dia das Mulheres as pessoas estejam opinando sobre o que nós podemos ou não falar. “Ah, lá vai aquela feminista chata falar sobre luta e opressão”. O que? Nem no meu dia eu posso falar o que eu quiser sem ninguém me encher o saco?

Eu não sei ao certo quando me ‘tornei feminista’, a verdade é que sempre me incomodou muito a expressão ‘isso é coisa de homem’ e nunca aceitei isso como um argumento válido para nada. Quando criança, eu queria brincar de Cavaleiros do Zodíaco e odiava sempre que me colocavam para ser a Atenas, porque ela nunca fazia nada e eu queria lutar com os outros meninos. Mas só tinha uma personagem feminina em todo o desenho que lutava, então nem sempre eu conseguia ela. Fora que, pelo simples fato de querer brincar de luta, eu já não era muito bem vista. ‘Essas aí só quer brincar com menino’.

Quando adolescente, eu me recusava a arrumar a cama do meu irmão mais novo, porque ele já tinha idade para fazer isso e nunca aceitava a desculpa ‘mas ele é homem, não tem esse cuidado’. (para quem interessar, hoje em dia meu irmão arruma a cama melhor do que eu). Odiava jogar vídeo game porque nunca tinham personagens femininas que eu me identificasse. Não suportava as mocinhas dos filmes de ação, mas adorava as pancadarias nos mesmos.

Não lembro exatamente quando a palavra feminista virou parte do meu vocabulários, mas assim que a descobri comecei a usá-la. Eu sabia que era aquilo. Ela expressava todas as angustias que sentia quando mais nova.

Para mim, o feminismo é uma libertação. E eu gostaria que ele libertasse todas as mulheres, para que não existam mais histórias de mulheres sendo humilhadas. Eu quero um mundo em que nós sejamos reconhecidas pela força, e não apenas pela beleza. Que as responsabilidades sejam partilhadas igualmente, e não que nós acumulemos funções. Que possamos ser livres sexualmente, sem o julgamento de sermos vistas como ‘rodadas’ ou ‘putas’. Que sejamos respeitadas. A luta é grande e não para por aqui.

Este é um dia de renovar as forças, porque a briga por respeito é diária e está sempre ameaçada. Ninguém gosta de perder privilégios e o que não falta são tentativas para diminuir os nossos direitos, tem várias leis escrotas no congresso pra provar isso.

Eu sou feminista e uso esse dia para pensar em todos os momentos em que fui machista e como posso fazer para melhorar, porque o machismo é algo internalizado na sociedade, então todos nós temos, vez ou outra, ações machistas. E está tudo bem escorregar às vezes, nós só precisamos nos policiar. O feminismos é um exercício diário. E o 8 de março é um dia de reflexão, por isso, deixo aqui alguns textos para quem quiser refletir um pouco mais sobre essa data.

Beyoncé e Chimamanda Ngozi: Todos deveríamos ser feministas

O feminismo nosso de cada dia

Dia das mulheres? De quais mulheres?

Dia Internacional da Mulher – A pergunta prevalece: comemorar o quê?

As guerreiras cansadas do 8 de março

Cheguem mais perto do feminismo: Nadia Lapa at TEDxECC

Porque precisamos falar sobre o Dia das Mulheres

Dicas de Flickr

Uma coisa que eu sou apaixonada é fotografia. Amo. Sempre brinco que sou uma artista plástica frustrada. Fiz dois anos de aula de pintura e desenho na adolescência e atualmente não sei nem desenhar uma casinha de palitinho. Por isso decidi tirar fotos, pra tentar mostrar o meu olhar do mundo através dessas imagens. Não sou uma boa fotógrafa e admito que este hobby  está um pouco deixado de lado, mas espero que isso mude este ano. Enquanto isso, fico babando nas fotos de outros fotógrafos.

Então resolvi dar uma olhada no meu flickr (que está um pouco abandonado) e fazer uma seleção de alguns fotógrafos que admiro nesta rede social. Como são muitos, selecionei cinco. Quem sabe no futuro isso não vira uma sessão do blog? Não vão faltar textos sobre essa minha paixão por aqui.

Gostaria de ter colocado um milhão de fotos de cada um dos selecionados, mas pro post não ficar muito poluído, escolhi uma foto só. Aí é só clicar e ver todo o trabalho do artistas.

Tamara Lichtenstein

Acho que ela é minha fotógrafa preferida há pelo menos uns 5 anos. Eu amo o trabalho da Tamara. Faz tanto tempo que sigo ela no flickr que nem lembro como a conheci, acho que foi através de alguma revista ou site. Amo as cores de suas fotos, o sentimento cru que elas me transmitem. É como se eu visse uma parte da vida da Tamara que ninguém devesse ver, quase como um segredo, só que exposto para todos. Seu temas preferidos são moda, o mundo feminino e a juventude. O nu é retratada de uma forma natural e com uma sensualidade difícil de conseguir sem se tornar brega ou vulgar.

Larissa Coutinho

Uma das fotógrafas responsáveis pelo maravilhosos blog do Lomogracinha, a Larissa consegue ter um olhar único e pessoal em todas as suas fotografias. Além do Lomogracinha e do flickr, ainda sigo ela no instagram e leio o seu blog pessoal. Sim, sou uma fã assumida. Então ela não podia faltar nessa lista. Adoro como ela usa as cores na composição das suas fotos, dá vontade de morar no mundo fotográfico da Larissa.

The Brink Of Devotion

Olivia Bee

Também uma das minhas fotografas preferidas, eu acompanho a Olivia Bee desde que ela tinha 15 anos e já era uma excelente fotografa. Atualmente ela tem 20 anos e já fez fotos pra marcas famosas, como a Adidas. O blog dela é uma delicia, um verdadeiro diário fotográfico. E como ela começou muito nova, você consegue ver toda a evolução dela na fotografia. Assim como o crescimento de seus amigos, é como se você crescesse junto com ela. Acho isso simplesmente fantástico.

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Lukasz Wierzbowski

Como muitos dos fotografos que eu sigo no flickr, esse é mais um que eu não sei como descobri e tenho poucas informações, mas sempre que vejo o trabalho na minha timeline fico babando pelos resultados. Ele é um fotografo freelance de Portland que parece criar um mundo próprio, meio nosense, meio rústico. Suas fotos têm texturas. Gosto muito dessa pegada analógica, as cores, sombras, composições… Tudo é muito original, diferente e bonito.

sebastian's birthday

Sandra Beijer

Eu não conheço muito sobre a Sandra Beijer, apenas que ela é uma blogueira e tem uma ligação muito grande com a moda. Mas eu adoro as suas fotografias, principalmente aquelas bem pessoais, como jantar com amigos ou uma festa de aniversário. As cores de suas fotos o sentimento que elas passam são apenas reconfortantes, tudo exala felicidade, alegria e conforto.

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E aí, gostaram das dicas de fotógrafos? Vocês têm alguma indicação para fazer? Então podem mandar nos comentários! Eu adoro conhecer coisas novas.

Cafezinho acreano

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Eu sempre acho o primeiro post o mais difícil de escrever.

Mas então vamos do começo.

Oi, meu nome é Veriana e este é o meu blog. Se você quiser saber mais sobre ele (e sobre mim) vai no about que eu expliquei tudinho por lá.

Apesar de escrever blogs desde os 13 anos de idade, estou bem enferrujada, então o jeito é colocar graxa nos dedos, varrer a mente e tentar voltar aos poucos para a blogsfera. Por sinal, eu fiz uma lista aqui dos blogs que ando lendo ultimamente. Tem algum para recomendar? Então entra em contato e me manda as sugestões.

Espero que possamos ser bons amigos… Senta aqui, que eu vou passar uma cafézinho bem acreano pra gente conversar. Tem história no balde pra colocar em dia.