Uma tarde de capoeira, berimbau e Rio Cipó

21937274380_93f848556d_k

Nada melhor que um feriado prolongado para fazer uma viagenzinha, não é? Eu tinha programado para este fim de semana uma ida no Rio de Janeiro, para comemorar adiantado o meu aniversário, mas por problemas com o banco devido a greve dos bancários a viagem foi adiada para o fim do mês. Em compensação, surgiu um passeio super gostoso para a Serra do Cipó no domingo. Foi uma oportunidade ótima para conhecer pessoas novas e um lugar diferente da região.

O Bruno, um amigo daqui, me chamou para ir com a galera da capoeira. Eu não conhecia ninguém do grupo, o que no começo pode parecer uma coisa assustadora para quem tem uma timidez inicial com novas pessoas, acabou se transformando em uma tarde agradável com pessoa maravilhosas. O pessoal ainda me convidou para participar dos treinos de capoeira e estou cogitando seriamente a ideia, esse sempre foi um “esporte” que me interessou muito. Apesar da minha mãe já fez uma pesquisa sobre mestre de capoeira no Acre, eu não conheço muito sobre essa atividade, mas estou muito curiosa.

Eu já tinha ido na Serra antes, onde visitei cachoeiras pela primeira vez. A ideia inicial era tomar um banho de cachu, mas o local estava tão lotado devido o feriado que acabamos aproveitando a tranquilidade do Rio do Cipó, localizado no Parque Nacional da Serra do Cipó. Ele fica localizado na rodovia MG-010, o município de Jaboticatubas, a cerca de 5 km do centro do Distrito de Serra do Cipó. Segundo informações da internet, a entrada é R$ 6 por pessoa, mas quando fomos lá ninguém cobrou nada, não sei o porquê.

Lá existem opções de banho em cachoeira e piscinas naturais. São 3.800 hectares de unidade de conservação. Há trilhas nas quais é possível observar a grande diversidade da flora e da fauna, além de curiosas rochas pontiagudas presentes em toda a área. As duas principais atrações do parque são o Cânion da Bandeirinha (“Desfiladeiro”), a doze quilômetros da sede, e a Cachoeira do Sobrado (“da Farofa”), a oito quilômetros da sede, mas não visitamos eles.

21502507994_ef1cd14239_k

Ficamos apenas nas beiras do Rio do Cipó, em uma clareira que encontramos, isolada do resto dos visitantes. O que foi ótimo, porque ficamos à vontade aproveitando nosso banho. Também rolou um piquenique e uma roda de capoeira (que eu tentei brincar, mesmo sem não saber nada). À noite comemos em uma pizzaria no centro do distrito, mas não lembro o nome do local. Só sei que estava tudo uma delícia.

Acho impressionante como uma viagem curta, de apenas duas horas da capital, pode revitalizar nosso espírito. Voltei da viagem me sentindo muito mais leve, calma. Parece que algumas horas com a natureza conseguem equilibrar a alma com o corpo. É uma sensação indiscritível. Claro que no dia seguinte estava super cansada, devido ao sedentárismo de todos os dias, mas valeu cada minuto.

Dessa vez foram poucas fotos e vídeos, até porque ninguém tinha uma câmera de ação ou a prova d’água. Mas deu para fazer alguns registros do jogo de capoeira e do pôr do sol maravilhoso do lugar. Muito Axé, minha gente! Ou como dizem no bom minerês: Nu, foi bom demais sô, fraga?

Anúncios

Serra do Cipó: conhecendo uma cachoeira pela primeira vez

Cachoeira Grande
Cachoeira Grande

Não sei se vocês repararam, mas pela primeira vez em um mês eu deixei de postar texto no sábado. Mas existe um motivo para isso: No dia 8 fiz uma viagem com uns amigos para a Serra do Cipó. A viagem foi especial porque, pela primeira vez, eu conheci uma cachoeira.

Sempre que digo isso as pessoas ficam impressionadas, mas é verdade. Eu nunca tinha visto uma cachoeira antes. Lá no Acre não existem muitas (acho que só na região de Cruzeiro do Sul que tem algumas), então não pe algo que faz parte do meu cotidiano. E, todas as vezes que viajei de férias, nunca fui para um lugar com cachoeira.

Assim que decidi morar em Mina Gerais, estava na minha lista de ‘coisas para fazer no estado’ conhecer suas famosas cachoeiras e, finalmente, surgiu a oportunidade. Para quem não conhece, a Serra do Cipó fica localizada a 90 km de Belo Horizonte, logo depois da cidade Lagoa Santa. É considera um cos conjuntos nacionais mais exuberantes do mundo, com diversidade de vegetação e abrigando várias espécies de animais ameaçados de extinção. Para preservar este patrimônio natural, foi criado o Parque Nacional Serra do Cipó.

Processed with VSCOcam with a6 preset
Véu da Noiva

O espaço é totalmente estruturado para o turismo. A infra-estrutura conta com estabelecimentos comerciais, inúmeros hotéis e pousadas, áreas de camping estruturadas. São diversas cachoeiras para visitar no local, mas a maioria é paga, em média custa R$ 25 a visitação de cada cachoeira. Como não ficamos em pousadas nem almoçamos em restaurantes, não posso falar sobre o preço desses espaços. Para aproveitar o passeio e não gastar mundo, optamos em conhecer duas cachoeiras bem famosas: Véu da noiva e Cachoeira Grande.

A primeira custou R$ 10 para ficar apenas uma hora (é R$ 27 o dia) , o lugar é bastante estruturado, com espaço para camping, internet wifi, bar e restaurante dentro do espaço. Parece que também tem uma pousada no local, mas eu não prestei atenção nisso. Como tínhamos pouco tempo e fomos só para conhecer mesmo, não chegamos a tomar banho lá. Devida a estiagem, que está bem feia aqui pro sudeste, o ‘véu’ estava bem pequeno, mas não deixava de ser um espaço muito bonito para visitar. Essa foi, oficialmente a primeira cachoeira que eu vi na vida. Nada mal, não é?

O segundo lugar que fomos foi na Cachoeira Grande. Para chegar até ela tivemos que pagar R$ 25 na portaria, para ficarmos até a hora de fechar, por volta das 18h. Caminhamos por 1 km até ela, no caminho existiam outras três cachoeiras que poderíamos visitar, mas não animamos em conhecer. Vimos algumas fotos na entrada e não pareciam tão legais quanto a atração principal. A estrutura é inexistente (só tem a portaria mesmo, nada de espaço para acampar, bar ou qualquer outro tipo de regalia), mas tem uma vista impressionante.

Lá eu aproveitei bastante, tomando banho na cachoeira e tirando várias fotos nas pedras. Apesar da água fria, foi muito gostoso. É um lugar que, automaticamente, te faz sentir em paz. Principalmente para alguém como eu, que adora trilhas e ficar em contato com a natureza (good vibes total). É ótimo para ir com os amigos e valeu muito a pena ter conhecido.

Além das várias fotos, fiz um Snap Diary para vocês, ou seja, uma copilação com alguns snaps que fiz durante a viagem. Só para vocês sentirem um pouco da emoção de visitar essas dois lugares incríveis.

Conhecendo o Parque Municipal das Mangabeiras

parque

Tem duas coisas que adoro: sair da rotina e conhecer lugares novos. Foi exatamente isso que fiz nesta quarta-feira (5), quando visitei o Parque Municipal das Mangabeiras, localizado ao pé da Serra do Curral, em Belo Horizonte. Com mais de 3 milhões de metros quadrados, ele é considerado um dos maiores parques urbanos do país. O espaço é ótimo para quem gosta de fugir do movimento da cidade e respirar um pouco da calmaria da natureza.

20301742446_f334468034_zNão tem muito o que fazer no parque além de passear. Não levamos comida, então ficamos apenas andando e conversando. Como os córregos estavam muito secos, a trilha das águas foi um pouco decepcionante. Mas o espaço ainda é encantador.

Quem não gosta de ladeira se prepara, porque são várias subidas de tirar o fôlego, literalmente.

Além das trilhas, no local existem quadras poliesportivas, de tênis, pista de skate, aparelhos de ginástica, parquinhos, espaços para piqueniques, entre outros. É possível sentar a beira de um córrego para conversar ou então ver a cidade de Belo Horizonte e parte da Serra do Curral através do mirante. Bom para passar um domingo com a família ou os amigos. O parque funciona de terça à domingo, das 8h as 18h.

Os animais no espaço são acostumados com turistas e, por isso, chegam muito perto dos visitantes. Encontramos macacos e quatis muito espertos que sabiam usar toda sua fofura para pedir comida. O espaço também é habitado centenas de espécies de aves, mas vimos poucas. A mata é composta por diversas amostras da vegetação mineira, entre as plantas que podem ser encontradas estão copaíba, jacarandá, jequitibá, entre outras.

Não cobram entrada no parque, mas quem for de carro precisa pagar o estacionamento. Bom para quem está com pouca grana.

Para sair um pouco da rotina aqui no blog também, peguei os vídeos que fiz no snapchat e montei um vídeo aqui pro blog. Não tem nada demais, até porque só fui ter essa ideia depois, mas para quem quiser ver uns macaquinhos, só clicar no play. Também aproveitei e tirei algumas fotos para o meu Diário Mineiro.

Saudade, amizade à distância e corações viajantes

6279688555_3dd64e7e50_b

Eu costumo ter amizades longas, cheias de histórias e memórias, mas desde muito cedo fui acostumada à distancia. Veja bem, muitos dos meus amigos de infância foram embora do Acre. Vi pessoas importantes partirem por diversos motivos: escola, trabalho, família. Em alguns momentos me senti sozinha, porque parecia que meus melhores amigos estavam indo embora. Quanto mais próxima era a relação com uma pessoa, maior era a probabilidade dela partir. Com as redes sociais ficou mais fácil manter as amizades à distância, com horas trocadas através do gtalk, facebook, skype e whatsapp.

Quando finalmente tinha formado um grupo de amigos para todas as horas… Chegou a minha vez de ir embora. Agora sou eu que estou do outro lado da tela, vendo os meus amigos através de fotos postadas nas redes sociais, e é muito estranho.

Eu imaginei que sentiria falta dos meus amigos ao morar fora, mas esperava algo totalmente diferente. A ausência deles fica evidente nos momentos mais divertidos, mas que parecem incompletos. É ir no show da Tiê e pensar naquela amiga que deveria estar ali do meu lado. Aquele era um show para vermos juntas. Ou então ir na Parada Gay e sentir falta dos comentários sarcárticos do meu grupo de amigos, como se tivesse quebrado uma tradição particular. É descobrir um bar novo e pensar “Fulano iria adorar esse lugar” e não poder compartilhar com ele a nova descoberta, no máximo mandar uma foto, o que não é a mesma coisa.

A falta também é grande quando percebo que estou perdendo momentos. É não aparecer na foto de aniversário, não abraçar o amigo quando ele ganha uma promoção, não estar naquele churrasco de fim de semana. É ver todo mundo combinando de se encontrar no grupo do whatsapp e não poder responder “chego em 10 minutos”.

Para quem construiu sua vida em um lugar só, como eu, é estranho olhar em volta e não ver seus amigos. Lembro que, quando morava no Acre, sentia preguiça de ir aos lugares de ver ‘sempre as mesmas caras’. Ansiava ir em lugares em que as pessoas não me conheciam. A gente só esquece que, quando as pessoas não te conhecem, você também não conhece ninguém. Por mais legal que seja dançar sozinho, depois de muitas músicas você sente vontade de ter com quem compartilhar e cantar junto.

Mas como diz um amigo meu “a vida é feita de escolhas” e eu escolhi conhecer o mundo. A minha vontade de ver coisas novas ainda é maior do que meu desejo de fincar raízes e estar com as pessoas que amo. Meu coração não se completa parado, precisa de movimento.

Então, sigo participando da vida de algumas pessoas de forma online, ao mesmo tempo que vou adicionando novos rostos aos meus ‘amigos no facebook’, esperando que as relações fiquem cada vez menos virtuais pelas bandas de cá. Desejo ver qual o próximo lugar e pessoas incríveis que a vida me apresenta. Afinal de contas, já estou acostumada a manter relações à distância.

Projeto Turista

Já faz mais de dois anos que uma amiga me marcou em um post do Facebook no qual um rapaz chamado Yago dizia que precisava de pessoas em todos os estados brasileiros para realizar um projeto de fotografia analógica. Na época eu estava no auge da minha paixão por fotografia e sabia que a possibilidade daquele rapaz de São Paulo conhecer algum acreano era bem remota, então me prontifiquei em ajudar. O resultado: comecei a fazer parte do Projeto Turista.

Funcionava assim, com uma pessoa em cada estado brasileiro, o Yago fez um roteiro por onde a nossa Turista, uma câmera fotografia analógica, iria pelo Correio. Em cada lugar, o representante do estado teria que escolher um ponto turístico da cidade para registrar. Foram muitas horas pelo Correio (com direito a atraso, chuva e até greve), recadinhos. algumas fotos queimadas, retorno para algumas cidade e muito trabalho até conseguirmos finalizar tudo.

Eu escolhi um ponto turístico que adoro em Rio Branco, a beira do Rio Acre. Tirei a foto em cima da passarela Joaquim Macedo, ficando bem em cima do rio, podendo fotografar as duas margens dele. Do lado esquerdo, o Calçadão da Gameleira, que faz parte do centro histórico da cidade. Antigamente era o porto dos barcos e foi onde as famílias sírio-libanesas montaram os primeiros comércios. Do outro lado, o bairro da Base, um bairro antigo da cidade, que sempre alaga na época de cheia, famoso por seus bares flutuantes (em barcos). No meio, a Ponte Metálica, que foi a primeira a ser construída para ligar os dois distritos da cidade. Ao fundo, a bandeira do estado.

Eu gosto da foto, mas acho que se fosse hoje, teria tirado uma fotografia na Gameleira, de preferência com pessoas. Achei que faltou um pouco de vida, movimento e até cor na foto. As casinhas revitalizadas da Gameleira são lindas e coloridas, mas nem aparecem.

O projeto é muito legal, adorei fazer parte dele e foi legal conhecer pessoas talentosas de todo o país. Na página do Facebook você pode ver todas as fotos, sempre com uma descrição bem legal da paisagem registrada.

Peru <3

Peru2014-165

timehop não para de me lembrar que faz um ano que tive a experiência mais incrível da minha vida: minha viagem ao Peru. Inicialmente ia ser um mochilão Bolivia-Peru-Chile, mas faltou dinheiro e organização, então acabei indo para o segundo ponto turístico preferido dos acreanos: Cusco. (O primeiro sempre será Fortaleza).

Para quem não sabe, o Acre é vizinho do Peru. Há alguns anos foi aberta uma estrada, a Interocêanica, ligando os dois países. Desde então, o turismo saindo pelo Acre aumentou e os acreanos começaram a ver os países latinos como uma possibilidade viável de viagem. Para nós, é mais fácil e mais barato ir para a Bolivia, Chile e Peru do que dar uma volta por algumas regiões do Brasil.

Eu adoro a América Latina, apesar de não saber falar nada de espanhol (uma vergonha pra quem mora em área de fronteira, mas né) e estava desejando fazer essa viagem há bastante tempo, mas nunca tinha dinheiro ou tempo. Até que consegui durante as minha férias do ano passado.

Na época que fiz a viagem, estava passando por uma época bem conturbada da minha vida, deixando muitas coisas para trás, vivendo novas experiências e começando uma nova fase da minha vida. A viagem foi uma divisor de águas emocional.

Peguei um ônibus e com uma mochila nas costas e viajei sozinha para o país peruano, visitando as cidades de Puerto Maldonado, Cusco e Aguas Calientes (cidade em que me alojei pra ir à Machu Picchu). Aqui vai algumas fotos que tirei dessa experiência única. (Juro que teve momentos que minha vontade era largar tudo e morar em Cusco rsrs). Para ver mais fotos, é só acessar o meu flickr. Peru2014-10 Peru2014-12 Peru2014-24 Peru2014-75 Peru2014-117 Peru2014-119 Peru2014-122 Peru2014-127 Peru2014-135 Peru2014-156 Peru2014-157Peru2014-167