Tirando o mofo da câmera e atualizando o flickr

Coqueiros

Já faz um tempo que eu ando meio desligada da fotografia. Quase não saio com a minha câmera e na maioria das vezes até esqueço de fotografar no celular. Parei de ler tutoriais na internet, procurar coisas novas. Uma abstinência total. Mas aos poucos estou tentando mudar isso, reviver a fotógrafa que vive em mim (esse que foi meu hobby por tantos anos).

O primeiro passo foi retirar algumas fotos que estavam mofando na minha câmera.Eu esqueci o cabo dela em Rio Branco e até agora não comprei um adaptador para o cartão SD, mas como tive que fotografar para uma aula na Escola Livre de Cinema, acabei pegando uma adaptador emprestado e passando todas as fotos que estavam presas para o computador. Foi então que essa semana eu fiquei horas brincando de edição e relembrei a minha paixão. Fiquei até de madrugada vendo presents, testando contrastes, vendo tutoriais de edição…

Acabei atualizando o Flickr, que só andava recebendo fotos do celular. Foram três pastas novas: Praça da Liberdade, de um passeio que fiz no primeiro mês na cidade; Escola Livre de Cinema, para os bastidores do curso e Gaymada, com as fotos da primeira edição do evento, que já até falei aqui no blog. Também atualizei o Diário Mineiro, o meu projeto de fotografia de celular sobre minha vida na terra do pão de queijo.

Tatto

Espero que vocês gostem das fotos. Sinto que ando um pouco enferrujada, mas às vezes até que sai alguma coisa boa.

Também trabalhei no Still do curta Festival Dia de Los Muertos, feito pela Bololô Filmes, que formei junto com uns amigos da Escola Livre de Cinema, para desenvolver nossos projetos na área do audiovisual (depois falo mais sobre o projeto, mas ele é um dos vários motivos que me fizeram ficar sumida no blog). As fotos ficaram lindonas, clica aqui e dá uma olhada.

Festa de Los Muertos-47

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O Acre Existe: Blóm Fotografia

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Rogério e Jade, o casal por trás da Blóm.

Foi o amor pela fotografia que uniu os dois namorados Rogério Vasconcelos e Jade Oliveira a desenvolver a Blóm Fotografia, uma empresa de fotografia do Rio Grande do Sul. Mas o que eles fazem no ‘O Acre Existe’? Bom, o Rogério é acreano e começou sua paixão pela fotografia quando ainda morava em Rio Branco. Nós dois participamos do Cineclube Opiniões.

O Rogério tem 21 anos e foi morar em Pelotas (RS) para estudar Design Gráfico. A Jade tem quase 20, é autodidata e nasceu na cidade de Rio Grande (RS). Para fazer a Blóm, eles se inspiram na natureza, na Islândia e na música folk. As fotografias costumam ter cores frias e um ar melancólico muito bonito.

Nesse caldeirão de inspirações, também entram os filmes do Wes Anderson, videoclipes, a natureza (principalmente montanhas, pinheiros e névoas) e a fotografia analógica. Outra coisa legal que eles fazem é um pacotinho super fofo para entregar as fotos, é um mimo muito lindo e cheio de poesia.

Eu fiz uma entrevista com o Rogério, que ficou tão legal que vou colocar na integra aqui.

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Como surgiu a ideia do projeto?

Eu e a Jade Oliveira, que também é fotógrafa, começamos a namorar, e começamos a pensar porque não poderíamos trabalhar juntos. Depois de alguns meses germinando a ideia, finalmente criamos a Blóm.

Qual a inspiração para o nome Blóm?

O nome surgiu quando a gente estava ouvindo uma música do The Paper Kites (Bloom) . A gente ama natureza e adoramos o nome. A única coisa que fizemos foi jogar pro islandês, porque a gente ama a cultura islandesa (e claro, as paisagens lindas da Islândia). Para nós, Blóm significa florescer, e a gente tava passando por uma fase meio de renovação, superação, de reconstrução, além da Blóm ter surgido na primavera. Não tinha nome que se encaixasse melhor. A tradução fiel de florescer pro islandês seria Blómgun. Mas é um nome pouco sonoro, além de que ‘gun’ poderia passar a ideia errada de algo com armas. Aí decidimos suprimir o ‘gun’. Blóm significa, na verdade, flor.

Como vocês se organizam? Como é o dia a dia de trabalho?

Nossa rotina é bastante simples. A gente tenta manter o hábito de postar alguma foto todo dia, pra manter a página ativa; respondemos as mensagens que nos mandam e, quando marcamos ensaio, procuramos saber o que a pessoa quer, pesquisamos referências, locação, tudo isso pra definir qual vai ser a sensação que a gente vai passar no ensaio. Depois do ensaio feito a gente edita tudo em alguns dias – normalmente a Jade toma o computador da minha mão e faz isso, ela adora editar foto – e prepara o pacote pra entregar pra a pessoa. Depois disso se repete o ciclo de postar todo dia e etc.

Quais os trabalhos mais legais que vocês fizeram?

Nós fotografamos uma bailarina recentemente, na Praia do Cassino (em Rio Grande-RS), de manhãzinha cedo. Era um trabalho que a gente estava bem empolgado pra fazer e que quase não deu certo. Um pouco antes de sair a câmera se recusava a ligar e quase desmarcamos o ensaio com ela, mas no final não poderia ter dado mais certo. Naquele dia a praia amanheceu com uma névoa que deixou o ensaio ainda mais bonito e ele ficou melhor do que a gente esperava. Teve até cachorro roubando a sapatilha dela e enterrando na areia.

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Vocês já fizeram algum trabalho no Acre? Têm vontade de fazer?

Na verdade a gente tem bastante vontade de ir ao Acre e fazer ensaios por lá, mas eu ainda não tive oportunidade de ir junto com a Jade. Mas a gente tá planejando ir nas férias de verão – e aproveitar a viagem tão longa pra ir conhecer o Peru, que é do ladinho.

Quais os serviços que vocês oferecem?

A gente trabalha principalmente com ensaios femininos em geral e casais, com valores a partir de 390 reais. Pretendemos também fotografar casamentos, mas a gente ainda não teve oportunidade. O contato pode ser feito pela nossa página no facebook mesmo.

Você acha que ser acreano influência de alguma forma no teu trabalho?

Acho que, de certa forma, o meu gosto de viajar pra conhecer natureza se deve por ser Acreano – e por ter tido oportunidades incríveis enquanto eu trabalhei na Biblioteca da Floresta.

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Quer conhecer mais sobre o trabalho desse casal? Então acessa a página do facebook e o Stampsy deles. Se você quiser ver as fotos da Jade, também pode acessar o flickr dela. Eu conheço e recomendo, ela tem um olhar fotográfico muito delicado.

Mora no Acre e tem um projeto bacana que quer divulgar? Ou então é acreano e mora em qualquer parte do mundo, mas está desenvolvendo coisas legais? Entra em contato, que eu adoraria mostrar tudo o que o Acre e os acreanos estão fazendo de legal pelo mundo a fora.

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O Acre Existe: Talita Oliveira

auto-retrato

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. O trabalho da fotógrafa Talita Oliveira é uma prova viva deste ditado. Com um olhar sensível, inusitado e um uso impressionante de luz e cor, ela consegue apresentar fotografias que contam histórias.

Talita é uma das minhas fotógrafas preferidas e uma pessoa que admiro bastante. Gosto quando ela faz ensaios de mulheres, porque há um olhar diferenciado ao corpo feminino. São fotos fora do padrão, que tentam mostrar a sensibilidade da pessoa que está sendo fotografada e não uma beleza plástica do corpo. Como Talita é feminista, esse é um reflexo de sua ideologia através da arte.

Ela também é idealizadora do projeto ‘Artista de Plástico’ em que artistas plásticos são entrevistados e fotografados junto com suas obras. Através intervenções urbanas, essas fotos são expostas em espaços públicos. A primeira edição do projeto ocorreu em Rio Branco e a segunda versão foi realizada nas capitais da região norte.

Nesse post, palavras são supérfluas. Vou deixar que as fotos de Talita falem por si.

Icuãni, de Regina Maciel

Gabi Costa

Parto da Gabi, nascimento da Tiê

Intervenção em Porto Velho_ArtistadePlástico_FotoTalitaOliveira (1)

Intervenção Rio Branco_Acre_Artista de Plástico_Talita Oliveira

Solamente Frida

Trindade

Conheça a aventura do fotógrafo Sidi-Omar Alami pelo mundo

Viagem e fotografia são duas coisas que amo. Quando vi o trabalho do jovem fotógrafo Sidi-Omar Alami, de apenas 20 anos de idade, que largou a faculdade de medicina e viajou pelo mundo tirando fotos, fiquei encantada. Acho que todo mundo, alguma vez na vida, tem essa vontade de largar tudo e andar pelo mundo. Eu descobri esse aventureiro no site Nômades Digitais.

A história do jovem fotógrafo começou em uma viagem de carro pelos Estados Unidos, na companhia de dois amigos que fez em Nova York, algo no estilo On The Road encontra Na Natureza Selvagem. Ele deixou a família e amigos para seguir essa aventura. Depois de 16 mil quilômetros rodados pelos Estados Unidos, Alami embarcou para outras viagens. Havaí, Canadá, Austrália, Malásia, Noruega, Islândia, Indonésia, Singapura, Qatar, Marrocos, Suíça, Suécia são alguns dos lugares que visitou. As fotos tem o mesmo espírito do fotografo: livres e aventureiras.

Aos hippies de espírito, não dá vontade de largar tudo e sair pelo mundo com uma câmera na mão?

Mercado Central: só amor

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Vamos falar sobre turismo em Belo Horizonte? Por incrível que pareça, eu não ando fazendo muitos programas turísticos em Belo Horizonte. No máximo uma volta pela Praça da Liberdade, mas até isso diminuiu. Então, depois de um mês na cidade, eu ainda não tinha conhecido o Mercado Central, e olha que eu AMO conhecer mercados municipais.

Mas no último feriadão minha melhor amiga visitou a capital mineira e acabei acompanhando ela e o namorado em algumas programações turísticas. Fomos na Praça do Papa (que eu já tinha conhecido) e no Mirante (que é realmente lindo para ver o pôr do sol). Mas foi o Mercado Central que ganhou uma seleção de fotos no meu Diário Mineiro, porque é impossível não se apaixonar por aquele lugar.

Conhecido antigamente como Mercado Municipal de Belo Horizonte, o espaço pertenceu à Prefeitura até 1964, sendo comprada depois por um grupo de comerciantes. Foi criado em 7 de setembro de 1929, pelo prefeito Cristiano Machado. Seu galpão ocupa um quarteirão inteiro do Centro de Belo Horizonte. Atualmente se encontra, além de frutas, verduras, carnes, queijos e uma veriedade de alimentos… Um área de artesanato, vendas de artigos religiosos, incensos e até animais (essa parte eu não gostei, deu pena dos bichinhos).

Como não podia deixar de ser, segue aqui as fotos que atualizaram meu diário fotográfico.

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Tem mais fotos das minhas andanças por Minas lá no Flickr

Diário Mineiro #2

O Diário Mineiro está quieto, mas não está parado. Neste domingo rolou uma outra volta pela Praça da Liberdade e um jantar não marcado na casa do André, mas em vez de tirar fotos de pontos turísticos, decidi registrar momentos do cotidiano ou pedaços inusitados da cidade. Aqui algumas fotinhas deste domingo gostoso.

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Não esqueçam que para ver meu diário mineiro, basta acessa o meu flickr.

Diário Mineiro

Decidi fazer um álbum no meu Flickr com as fotos que estou tirando em Minas Gerais. Por enquanto são todas de celular, com aqueles filtros de aplicativos. Mas estou gostando delas e espero que isso me impulsione a pegar minha câmera fotográfica e voltar a tirar fotos. É triste abandonar um hobby, é difícil voltar para ele, mas é uma tortura não praticá-lo.

Por enquanto, é isso que vocês encontram por lá.

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