Oscar 2016: Brooklyn

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Alguém poderia me explicar por que Brooklyn está concorrendo como Melhor Filme enquanto ‘Carol’ e ‘A Garota Dinamarquesa’ não estão na disputa? Eu realmente não entendo. Não me levem a mal, não achei Brooklyn um filme ruim, pelo contrário. A história de Ellis e sua jornada para decidir onde é seu verdadeiro lar, a Irlanda ou a América, é realmente encantadora. Mas não chega aos pés desses dois filmes que ficaram fora da disputa.

Dirigido por John Crowley e escrito por Nick Hornby, baseado no livro homônimo de Colm Tóibín, o filme conta como grande destaque a interpretação de Saoirse Ronan, que concorre ao prêmio de Melhor Atriz. A jovem faz um competente trabalho mostrando o desabrochar natural da personagem durante o longa, indo de uma tímida garota sem perspectiva na Irlanda até uma jovem metropolitana com um mundo de possibilidades. Nós conseguimos entender as dúvidas da personagem e os motivos que a fazem ficar entre dois amores.

Saoirse Ronan in BrooklynApesar da metáfora se fazer pelo romance, não é entre dois homens que a jovem está escolhendo, mas entre duas vidas, duas casas e dois países. Ficar em sua cidade natal onde a vida é mais fácil e adaptável ou aguentar a saudade e insegurança de viver longe de sua zona de conforto? Não existe exatamente uma escolha certa a ser feita, apenas uma escolha. Cada uma delas terá seus bônus e seus ônus.

No entanto, o desaflorar de Ellis é bonito de se ver. Acontece de forma tão gradual que só conseguimos perceber as mudanças quando ela retorna para sua cidade natal e lá começa a se destacar, seja pelas roupas ou pela confiança adquirida do outro lado do oceano. Logo se vê cheia de possibilidades em sua pequena cidade, mas será que seu espirito está grande demais para aquele lugar? Ainda assim, é impossível não ficar dividido – assim como a personagem – sobre qual destino será escolhido.

Brooklyn é um bom filme e merece a ida ao cinema, mas não leva consigo a carga emotiva e ‘A Garota Dinamarquesa’ ou a qualidade cinematográfica de ”Carol’. A fotografia é fofa e delicada, com suas cores bem estabelecidas… Mas não é sensacional, a trilha sonora não tem nada de extraordinário, apesar de apresentar um momento emocionante em que um senhor canta uma música irlandesa durante o Natal. O roteiro, apesar de bem desenvolvido, evolui naturalmente e sem muitas surpresas. No final das contas, o filme cumpre o seu papel, mas não impressiona. Não passa de uma homenagem aos imigrantes irlandeses. Nada além disso.

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