Oscar 2016: O Regresso

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A luta pela sobrevivência é o tema do novo filme do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu. Após Birdman, o diretor é o favorito para levar (novamente) a estatueta com o filme ‘O Regresso’ (The Revenant), que já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Drama. O filme provavelmente também deve dar (finalmente!) o primeiro Oscar ao ator Leonardo DiCaprio.

Adaptação do romance ‘The Revenant: A Novel of Revenge’, de Michael Punke, a história é ambientado no século 19 e acompanha o guarda de fronteira Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), que liderava uma missão ao longo do rio Missouri. Quando sua equipe é atacada por indígenas na região, todos são obrigados a abandonar seu barco e andar pela floresta. É quando o personagem principal é atacado por um urso. À beira da morte, ele é abandonado por seus companheiros e precisa enfrentar diversos obstáculos para sobreviver e conseguir se vingar de John Fitzgerald (Tom Hardy), homem responsável por seu infortúnio.

Temos aqui uma história de superação tão irreal quanto ‘Perdido em Marte’, onde o protagonista supera tantas adversidade que quase parece um super herói. Mas se na história do astronauta somos levados através do humor, aqui acontece exatamente o oposto, ficamos ligados pelo sofrimento. O ar é muito mais pesado.

maxresdefault-1Leonardo está fenomenal durante o longa e, ironicamente, deve ganhar o Oscar por um de seus personagens mais calados. Durante muitos minutos não temos nenhuma fala do personagem principal. Tudo bem, porque é na ausência delas que as emoções afloram pela tela. Somos levados, junto com o personagem, em uma jornada que exige o máximo de nossas forças físicas e emocionais.

Uma menção honrosa deve ser feita Tom Hardy, que interpreta o vilão John Fitzgerald. Ele também concorre ao Oscar como melhor ator coadjuvante. Seu personagem é frio, bruto e egoísta, mas de alguma conseguimos nos preocupar com sua jornada. Se não fosse por sua atuação, seria difícil acreditar que o protagonista teria realmente tanta vontade de sobreviver apenas para se vingar.

O filme é redondo: belas paisagens, ótimas atuações, fotografia espetacular. A fotografia, por sinal, é recheada de planos sequências muito bem ensaiados, o que lembra Birdman. Mas de alguma forma, o projeto não apresenta novidade na sétima arte. Já vimos tudo aquilo antes e é inevitável comparar. O fato deste filme ser o favorito fala bastante sobre a premiação: acostumada a homenagear as mesmas pessoas se aperfeiçoando em fazer cada vez melhor as mesmas coisas.

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