A delicadeza do anime (e mangá) Nana, de Ai Yazawa

Já faz muito tempo que eu tinha curiosidade de ler o mangá Nana. Desde 2007 eu escuto falar maravilhas da obra de Ai Yazawa, mas no meio da correria do início da faculdade, acabei não acompanhando a história. Sabia só que se tratava da vida de duas garotas, de 20 anos, ambas chamadas Nana, que começam a dividir apartamento em Tokyo. Eu já tinha lido Paradise Kiss, da mesma autora, e tinha adorado. Então as expectativas eram enormes.

Esse ano eu comecei a retomar para o mundo dos animes e mangás, ainda muito timidamente. Assim terminei de assistir os episódios de Naruto que foram lançados (e terminei o mangá); revi Sailor Moon Classic; conheci Sailor Moon Crystal; assisti e li ‘Ao Haru Ride’, entre outros. Aqui em Belo Horizonte vivia encontrando o mangá de Nana nas livrarias, então decide tentar. Não deu outra: foi amor.

A história é um Josei, ou seja, aborda questões mais adultas, com relacionamentos não idealizados. Isso fala bastante sobre o espírito de Nana, que mostra a amizade de duas garotas bem diferentes. O que eu mais gosto é como elas se amam e estão sempre tentando apoiar uma outras, as duas são as verdadeiras almas gêmeas da história e você fica torcendo para que elas consigam resolver seus conflitos.

São abordados temas como drogas, traição, gravidez indesejada, aborto, o mundo da música e das celebridades, entre outros temas. Tudo abordado de uma forma delicada, como vi em poucas obras (filmes, séries ou animes). Eu me peguei chorando várias vezes durante a história. O traço do mangá é uma obra a parte, apenas maravilhoso.

Infelizmente o mangá nunca chegou ao final, a autora ficou doente e mesmo após sair do hospital não retomou o projeto. Com isso, ficamos sem saber o que acontece na vida das duas garotas. A história acaba exatamente em um momento crucial, apenas para nos deixar ainda mais curiosos e imaginando o que aconteceria. Desde que terminei o mangá, não consigo parar de imaginar as diversas possibilidades que aconteceram. O anime teve uma temporada, com um final aberto, exatamente porque eles imaginavam que iriam realizar uma segunda temporada em breve.

Tô até agora decidindo se amo ou odeio o Takumi, se vou ou não dar na cara do Nobu por me decepcionar constantemente, me perguntando o que acontece com a Nana, como vai se desenrolar o romance entre a Reira e o Shin, com quem a Hachi vai realmente ficar, o que aconteceu no futuro que é apresentado no mangá, entre tantas outras coisas que ficaram sem conclusão. Só me resta especular.

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2 respostas para “A delicadeza do anime (e mangá) Nana, de Ai Yazawa”

  1. Nana é tão lindo, tão perfeito…tão emocionante que também me apaixonei de primeira. Fico triste por não ter um final no mangá, fico triste por a MadHouse não lançar uma segunda temporada… mas Nana é tão lindo, tão “real” que já valeu a pena ter conhecido a história das nossas Nanas. Continuo assistindo e reassistindo, esperando novidades. Meu coração por vezes não aguenta.

    Adorei TUDO o que escreveu 🙂 Nobu realmente foi uma desilusão. E Takumi bem eu o amo e odeio ao mesmo tempo. Porque apesar de tudo, ele não deixou Hachi cair quando ela descobriu a gravidez.

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    1. Fiquei apaixonada pela história. Eu gosto do Nobu, mas é decepcionante ver ele não apoiar a Nana no momento que ela mais precisa… O Takumi faz tudo o que eu gostaria que o Nobu tivesse feito </3

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