Matando a saudade de filmes de terror com a série Scream

Desde que eu tive aula sobre a criação dos gêneros cinematográficos, me bateu uma vontade enorme de ver filmes de terror. Assisti Nosferatu, Frankenstein e Dracula, que são ótimos pela sua estética, mas estava sentindo falta de algo mais moderno, que me assustasse de verdade. Eu adoro filmes de terror e cresci assistindo com os amigos em uma sala escura filmes como a Sexta-feira 13, O Iluminado, Carrie – A Estranha ou a franquia de Pânico. Já fazia um tempo que estava procurando filmes de terror para me divertir, mas ultimamente só tive decepções (sim, estou falando da bomba que é Atividade Paranormal).

A franquia de Pânico tem um lugar especial no meu coração, porque surgiu em 1996, na transição da minha infância para a adolescência. Por isso, quando descobri que a Netflix tinha disponibilizado a série Scream, uma adaptação do famoso filme de terror, tive que ir correndo para assistir. Lógico que eu amei. Tem todas as qualidades e defeitos de um divertido filme de terror.

As qualidades são os momentos de tensão, com mortes cada vez mais criativas e interessantes, além dos diversos personagens clichês que nós odiamos amar. Os defeitos são aqueles momentos piegas que simplesmente parecem forçados, eles acontecem muito, o que faz você odiar a série em alguns momentos.

A história fica mais moderna, com um bom uso das tecnologias para assustar os personagens, o que me lembrou muito Pretty Little Liers. Tudo começa na cidade de Lakewood, quando um vídeo se torna viral no Youtube em que a jovem Audrey aparece beijando uma garota. Os amigos de Emma, a protagonista da série, são responsáveis pelo cyberbullying. Logo no inicio a Nina, responsável por vazar o vídeo, é brutalmente assassinada.

Se sentindo culpada pelo vídeo, Emma tenta se aproximar de Audrey, que antigamente era sua amiga de infância. Ela começa então a ser perseguida por um misterioso assassino, que está disposto a reviver o massacre feito por Brandon James há 20 anos, na mesma cidade. Os pais de Emma são os únicos sobreviventes do antigo massacre e a garota precisa descobrir qual a relação entre os assassinatos. Começa então um perigoso jogo, em que as atitudes de Emma vão determinar se os seus amigos vivem ou morrem.

Cheia de metalinguagem, a série fica o tempo inteiro brincando com as regras dos filmes de terror e se auto-referênciando. Noah, o nerd viciado no gênero, é responsável por explicar a impossibilidade de adaptar um filme de psicopata: “Menina e seus amigos chegam à danceteria, no campo, na cidade deserta, que seja. O assassino mata um por um, 90 minutos depois, o sol aparece e a menina sobrevivente está sentada no fundo de uma ambulância olhando o corpo dos seus amigos serem levados. Filmes de psicopatas passam muito rápido. Na TV é preciso esticar as coisas. Assim que o primeiro corpo é encontrado é só uma questão de tempo até banho de sangue comece”.

A fala serve tanto para explicar as dificuldades da série como avisar que mais mortes vão acontecer. Algo necessário, tendo em vista que elas realmente demoram. Algumas cenas depois ele revela a solução da série para lidar com a dificuldade de adaptação. Durante os 10 episódio nós iremos conhecer a vida dos personagens, seus dramas e dificuldade. Com isso, as mortes podem demorar para acontecer, porém sofremos quando um personagem for assasinado. O personagem é responsável por explica a trama e as referências, o que às vezes é divertido, outras entediante.

Eu achei o vilão bem óbvio, consegui descobrir no quinto episódio, mesmo assim, ganhou meu coração com todos os típicos clichês do gênero. Não que isso seja difícil, eu assisto PLL. A série não é boa, mas tem tudo o que procuro em um filme de terror: morte, sangue e diversão. Deu para matar a saudade.

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