Sense8: É bom, mas nem tanto

Talvez tenha spoilers, mas não são muitos.

Terminei de assistir no último fim de semana a série Sense8. Não assisti todos os episódio em sequência, não fiquei extremamente viciada, muitas vezes eu parava na metade de um episódio, dormia e só continuava dois dias depois. Meu amigos são simplesmente obcecados pela série, eu não achei que era tudo aquilo que as pessoas estavam falando. Mas apesar de não ter gostado tanto quanto eles, achei que vale a pena.

A verdade é que a série só fica boa depois do quinto episódio, antes disso, parece uma longa apresentação dos personagens. É de se esperar que demore tanto, afinal, é uma proposta bem ousada ter oito protagonistas de diferentes partes do mundo. São passados, presentes e futuros que precisam ser explorados. Algumas histórias se desenvolvem melhor do que outras, como é o caso de Sun. A adorável Kala, por outro lado, passa boa parte do tempo longe da trama principal, conversando sobre seu casamento, interagindo com poucos personagens e terminando quase no mesmo ponto em que começou.

A série não é revolucionária pelos personagens homossexuais ou transgêneros, nem por se ambientar em vários países. Já tivemos experiências semelhantes no passado, algumas até mais bem sucedidas. O grande trunfo de Sense8 é a humanização de seus personagens. Todos são muito carismáticos, até mesmo Will, que é o mais desinteressante do grupo. Personagens que comecei odiando, como era o caso de Wolfgang, terminaram ganhando o meu amor no final da temporada. Sim, estou oficialmente apaixonada pelo criminoso alemão.

Achei o roteiro central promissor, mas não desenvolve muito durante os 12 episódios. Na verdade, esse é o grande problema, a apresentação do vilão é arrebatadora, mas não avança desde sua primeira aparição até o embate no último episódio. Tudo bem que vamos descobrindo junto com os personagens o que significar ser um sensate e isso leva tempo, estamos tão perdidos como eles. Isso acaba sendo bom, porque vamos realmente nos colocando no lugar deles, e ruim, porque às vezes parece que o público está sendo subestimado.

A verdade é que a produção fez uma escolha e decidiu usar essa temporada para conhecermos seus personagens. Deu certo, porque a série é um sucesso de público. Agora é esperar que a história realmente avance na próxima temporada.

Mas não desanimem, quem não assistiu pode ver sem medo. No final das contas, a série é boa. A produção é impecável, as diferentes fotografias são maravilhosas, os atores são bons. E ver a evolução do grupo, ficando cada vez mais unido, é muito interessante. Temas importantes como machismo, transfobia, homofobia, religião, abuso infantil, entre outros, são retratados de uma forma tocante.

A verdade é que a série se sustenta por causa de sua mensagem sobre diversidade. O lema é um só: Não importa nossas crenças, raças ou orientações sexuais, somos todos seres humanos e estamos juntos neste mundo. Isso já é motivo o suficiente para se perder nesta história por 12 horas. Talvez com os sensates, as pessoas aprendam a ter um pouco de empatia.

PS. As melhores cenas sempre são as que todos os sensates estão juntos, então, em comemoração vamos ouvir eles cantando?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s