Reflexões sobre o Projeto Córdoba: Metas, procrastinação e prazos

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Vocês lembram do Projeto Córdoba? Ontem, no dia 18 de agosto, ele chegou ao fim. Foram 50 dias tentando ser uma versão melhor de mim mesma e atingir meus objetivos. No grupo do facebook, nós conversamos um pouco sobre o que achamos da experiência. Decidi, então, escrever um relato sobre o que aprendi durante esses dois meses.

Primeiro, tenho orgulho de dizer que consegui atingir minhas principais metas. Quando comecei o projeto tinha dois objetivos principais: finalizar meu projeto de mestrado e organizar o blog. No final, as coisas não saíram exatamente como queria, mas fiquei com uma sensação de dever cumprido. Minha terceira meta, de assistir um filme todos os dias e ler mais não foi cumprida, mas consegui aumentar consideravelmente, comparado como era antes.

Durante esses dias o principal ensinamento é: eu procrastinava por medo. Durante a primeira semana eu ignorei o meu projeto de mestrado, achando que era muito difícil e iria levar muito tempo. Tinha medo de começar. Mas quando finalmente sentei para fazer… Foi muito fácil. É tanto que terminei uma semana antes do fim do prazo. Ainda não fiz minha inscrição na UFMG, mas semana que vem vou fazer o pagamento.

Quem me conhece sabe que sou acostumada a deixar tudo para a última hora, praticamente a rainha da procrastinação. Esse é um defeito que estou tentando, ao máximo, excluir da minha vida. Sempre senti uma pressão muito grande para fazer bons trabalhos, a vida profissional sempre foi a coisa mais importante na minha vida. Então a procrastinação não era preguiça de trabalhar, mas um reflexo do medo de falhar, de não atender as expectativas, de não ser genial.

O projeto me ajudou a organizar e estabelecer metas, diminuindo essa prática terrível na minha vida. Percebi que sempre fazia metas amplas e subjetivas. Por exemplo, você pode dizer ‘vou ter uma vida mais saudável em 2015’ ou ‘vou caminhar duas vezes por semana e cortar a carne vermelha’. No final, está dizendo a mesma coisas, mas na primeira opção fica subjetivo e não tem uma meta específica, então é fácil não fazer. Na segunda, o comprometimento é maior.

Essa é uma lição que vou levar para vida: fragmentar uma meta grande em pequenas metas. Isso te ajuda a ter um foco maior ao seu objetivo e perceber os avanços nele. Foco, por sinal, é uma palavra que martelou por dias na cabeça.

No começo do projeto, queria aumentar o número de metas. Comecei a meditar, tentei me alimentar melhor, tentei iniciar outros projetos. Aos poucos percebi que estava perdendo o foco e não estava conseguindo avançar em nada. Então voltei ao básico, ou seja, para as minhas três metas principais. Me foquei nelas e disse para mim mesma “Quando você terminar elas, começa um novo projeto Córdoba com novas metas”.

Isso foi importante para perceber que às vezes a gente quer abraçar o mundo. No meio do projeto, me senti bastante desmotivada, perdi o pique e ficava dois ou três dias sem tocar nas minhas metas. Até no blog fazia apenas o mínimo possível. Quando o projeto foi chegando ao final, eu percebi que tinha que correr atrás do prejuízo. Por isso, veio um outro importante ensinamento: a necessidade de prazos curtos.

Quando as metas são muito longas, a gente perde o pique. Por isso é importante a fragmentação, se a sua meta é de longo prazo (dois, três, quatro anos) então é essencial fazer pequenas metas. Dessa forma é até mais fácil perceber os avanços. O planejamento das ações é, portanto, uma parte fundamental do processo. Às vezes a gente vai fazendo as coisas na ansiedade de começar e falha, exatamente, porque não pensou em todas as etapas do processo.

No fim das contas, acho que o projeto realmente me ajudou a ser uma pessoa melhor. Aprendi a planejar minha semana, organizar minhas atividades e trabalhar com metas. Essas são coisas que sempre tive dificuldade e, aos poucos, estou conseguindo melhorar no meu dia a dia. O projeto pode até ter acabado, mas eu já estou com novos projetos e planejando cada etapa desta nova empreitada.

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