Sailor Moon, começo das aulas e Síndrome de Peter Pan

Quando tinha sete anos, meu desenho preferido era o anime Sailor Moon, que assistia religiosamente na Rede Manchete. Esse foi o começo do meu amor pela cultura japonesa, acompanhei Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Dragon Ball, Pokémon, Digimon, Yu Yu Hakusho, Naruto, Fullmetal Alchemist, entre muitos outros. Até hoje guardo minha coleção de Mangás da Sakura Card Captors, Guerreiras Mágicas de Rayearth e Fushigi Yuugi e me recuso a jogar fora.

Parei de acompanhar animes quando comecei a faculdade. Entre emprego, estágio, trabalhos da faculdade, projetos pessoais e vida social, tive que fazer uma escolha sobre o que acompanharia no meu tempo livre. Então, abandonei os animes e fiquei apenas assistindo séries americanas.Mas quando você pensa que está virando adulta, vai morar sozinha e pagar suas próprias contas com seu emprego de carteira assinada, a vida te mostra que você ainda é uma criança.

Há alguns anos meu irmão voltou a assistir Naruto e, quando eu comecei a morar sozinha, nosso tempo juntos ficou mais limitado. Sempre fomos apaixonados pela cultura japonesa, então começamos um ritual: Toda vez que ia visitar minha família, nós assistíamos alguns episódios de Naruto. O resultado foi avassalador, porque acabamos apresentando o anime para o Francisco, que é o nosso irmão de 11 anos. O menino agora é viciado e passa o dia inteiro brincando de ninja pela casa.

Esse ritual também me trouxe de volta para o mundo do animes e foi assim que, neste fim de semana, eu decidi deixar as série de lado e fazer uma maratona de Sailor Moon. Como cada episódio é muito curto, deu para assistir toda fase Clássica. Agora estou vendo uma lista de animes que gostaria de rever ou começar a assistir, ao mesmo tempo em que me preparo para voltar a estudar.

A sensação é que estou voltando para os meus 16 anos, saindo do Ensino Médio e começando a vida ‘adulta’. Isso me fez refletir se não estaria passando por alguma Síndrome do Peter Pan, tentando me agarrar a vida infantil em vez de pular de vez na vida adulta. Peter Pan, por sinal, sempre foi uma das minhas histórias infantis preferidas. Assisti e lia tudo relacionado ao tema, tentava voar mentalizando coisas boas e sonhava em conhecer a Terra do Nunca. Talvez eu já soubesse naquela época que ia ser uma eterna criança,

Também sou uma grande fã de animações, do tipo que vai sozinha assistir o novo filme da Pixer e chora no final. Estou viciada na playlist da Disney do Spotify e pensando seriamente em fazer o download dos antigos filmes da Disney, como Pequena Sereia e Rei Leão.

O engraçado é que sempre fui uma pessoa muito madura para a minha idade, adorava morar sozinha e evitava pedir ajuda dos meus pais o máximo possível. Gosto da sensação de ‘pagar as própria contas’ e ser ‘dona do própria nariz’. A parte mais conflituosa de morar em Belo Horizonte é que voltei a depender dos meus pais, mesmo que temporariamente. Já não estava mais acostumada com isso.

Acho que as animações, animes e bonecos são uma forma que alimentar a minha alma infantil, e talvez isso não seja uma coisa ruim, não é? Prefiro ser uma ‘eterna criança’, nutrindo minha curiosidade e ingenuidade, do que me transformar em uma ‘alma velha’ e parar de apreciar as coisas pequenas da vida.

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