Interestelar: Quebrando meu preconceito com ficção científica

Preconceito é uma coisa horrivel, não é? Você simplesmente acha que sabe sobre alguma coisa, devido uma série de conceitos pré concebidos, que muitas vezes não condizem com a realidade. Por muito tempo tive preconceito com ficção científica. Não conseguia me identificar com nenhuma, simplesmente achava chato. Sentia, muitas vezes, que existia uma preocupação muito grande com a estética e efeitos visuais neste tipo de filme, mas os roteiros eram cansativos. Foi por isso que demorei tanto para assistir ‘Interestelar’

Um ano antes do lançamento de ‘Interestelar’ tinha ido ao cinema assistir ‘Gravidade’, um filme que acho estéticamente muito bonito, porém extremamente chato. Pior, um filme que esperei muito devido elogios de críticos e telespectadores, mas que decepecionou imensamente e me deixou ainda mais traumatizado com ficção científica. Devido a isso, ignorei solenemente o filme ‘Interestelar’.

Foi muito depois do filme ter saído das salas de cinema que descobri que ele era dirigido pelo Christopher Nolan. Apesar de não conhecer totalmente sua obra, adorei ‘A Origem’, ‘e Cavaleiro das Trevas’. Decidi dar uma chance, mas são três horas de duração e ainda tinha preconceito por ficção científica então enrolei por meses.

Na semana passada tudo mudou. Graças ao Projeto Córdoba, fiz uma lista de todos os filmes que gostaria de assistir, mas sempre trocava para acompanhar alguma série. Interestelar foi um dos primeiros da lista e, nossa, que maravilha. Eu terminei o filme chorando e mandando mensagens para o meu pai, dizendo que estava com saudade.

Em um futuro sem data certa, a Terra sofre com uma grande praga que dizimou parte da comida no planeta. Cooper (Matthew McConaughey) é um ex-piloto da Nasa que cuida de uma fazenda, onde mora com o sogro, Donald, o filho, Tom e a filha, Murph. Ele precisa escolher entre ficar na fazenda com a sua família na Terra ou viajar ao espaço em busca de novos planetas onde a humanidade pode ser reconstruída.

Com ótimas atuações, uma fotografia incrível e um roteiro complexo e bem amarrado, o filme fez cair por terra todos os meus preconceitos. Apesar de três horas, o filme tem tantas reviravoltas que não se torna cansativo. Ele parece muito (muito mesmo) com ‘A Origem’, principalmente no ritmo, que segue frenético boa parte da trama, com algumas paradas para explicar ao telespectador o que está acontecendo.

Depois dessa lição de vida vou até ver alguns filmes de ficção científica, podem me mandar dicas. Mas não, eu ainda não gosto de ‘Gravidade’.

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