Faking it e a paixão pela amiga hétero

Eu assisto qualquer porcaria. Juro. Minha tolerância é bem alta, então para eu não gostar de uma série ou filmes, ele tem que ser bem ruinzinho. Tem algumas séries, por exemplo, que eu acompanho mesmo sabendo que não são boas. Tem aquele roteiro batido, você sabe exatamente como tudo irá se desenrolar, mas no final, eu fiquei um dia inteiro assistindo.

Esse é o caso de Faking it, a série da MTV que conta a história de duas amigas, Karma e Amy. Elas estudam em uma escola super liberal, no qual os ‘underdogs’ são populares. Quando as duas são confundidas com um casal lésbico, acabam virando as principais concorrentes para ganhar a coroa do baile de Boas Vindas. Com isso, elas começam a fingir que são um casal para serem populares. Só que a ‘brincadeira’ acaba ficando séria quando uma das meninas começa a perceber que está apaixonada pela melhor amiga.

A série não é ruim, mas é uma série adolescente. Com histórias para atender um público entre 14 e 17 anos. Ela tem ótimas referências lésbicas e brincam com os vários estereótipos do mundo gay. O episódio que Amy vai a uma bar lésbico pela primeira vez e eles fazem uma referência de Mean Girls, só que com os tipos de lésbicas, é simplesmente hilário. São apenas 20 minutos por episódio, sempre com muito humor. Simplesmente aqueceu o coração da adolescente lésbica de 15 anos que existe dentro de mim (e nunca irá embora, tenho certeza).

‘Faking it’ vai estrar a terceira temporada no dia 31 de agosto e eu já estou esperando ansiosa. Assisti a primeira e segunda temporada em apenas um dia. A série é perfeita para as novas lésbicas, as famosas baby dykes, que ainda estão tentando entender sua sexualidade. Acho legal ter uma série voltada para o público adolescente que tem gays, lésbicas, bissexuais e héteros em pé de igualdade na trama. Enquanto isso o Brasil fica fazendo boicote para novelas das nove com casal lésbico que quase não se beijam.

A série bate muito na tecla da paixão pela amiga hétero, que aparentemente é uma coisa que acontece muito no mundo lésbico, mas eu nunca vivi. Acho que eu simplesmente não sinto atração por garotas héteros. Mas as minhas amigas lésbicas se identificaram com a história de Karma e Amy e dizem que a série aborda com precisão os medos de uma adolescente que se apaixona pela melhor amiga e tenta entender esses sentimentos.

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