Divertida Mente: Vamos todos ser amigos da Tristeza

Semana passada fui ao cinema assistir ‘Divertida Mente’, o novo filme da Pixar. Eu amo animações, mas essa foi a primeira, em muito tempo, que me fez chorar no cinema. O roteiro é emocionante, engraçado, sarcástico e com uma linda mensagem: Nós devemos aceitar nossos sentimentos, inclusive a tristeza.

Numa sociedade em que o status do facebook tenta nos convencer todos os dias que a grama do vizinho é mais verde, acho que essa é uma mensagem importante para crianças e adultos. Até porque existe muito mais do que a foto do instagram por trás de qualquer história e ser feliz e bem sucedido o tempo todo não apenas é impossível como extremamente cansativo.

O filme conta a história de Riley, uma garota divertida de 11 anos de idade que deve mudar de sua cidade natal, em Minnesota, para viver em São Francisco. Dentro da garota vivem várias emoções: Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza. Cada um tem uma função para ajudar na vida da garota e se esforçam para que ela seja feliz. É por isso que eles não conseguem entender o papel da Tristeza, que parece deixar a garota deprimida sempre que toca em alguma lembrança.

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Eu e minha amiga Tristeza

Uma confusão na sala de controle faz com que Alegria, que é a líder de todos os sentimentos, e Tristeza sejam mandadas para fora do local, no interior das lembranças de longo prazo. Junto com as duas vão as lembranças bases de Riley, que moldam sua personalidade. Sem elas, a garota vai perdendo cada vez mais o noção de quem ela é. Enquanto Alegria e Tristeza tentam retornar a tempo para a sala de controle, a vida de Riley muda drasticamente.

Além de fazer metáforas engraçadas de como a nossa mente e sentimentos funcionam, o filme coloca a Tristeza como um sentimento central para o auto conhecimento, além de ser essencial para conseguir entender os problemas e ultrapassá-los. Pode parecer uma mensagem óbiva, mas pelo jeito muitas pessoas estão tentando negar esse sentimento últimamente, ou então apenas usá-lo, sem realmente tentar entendê-lo.

Acho que é essa negação da tristeza que está fazendo jovens e adultos cada vez mais problemáticos ultimamente. Estamos tentando evitar a tristeza a todo custo, e isso significa evitar várias coisas também, como por exemplo, compromisso, relacionamentos, ou qualquer outro tipo de sentimento mais profundo. Afinal, sofer doí e ninguém quer sentir dor, não é? Mas é necessário, e é isso que o filme tenta mostrar. Todos os sentimentos são e em vez de fugir deles nós devemos tentar entender.

Apesar de ter adorado a Tristeza, que deve ser o personagem que a maioria das pessoas adorou, foi a Nojinho que ganhou meu coração ( ❤ Como não amá-la?). Adorei o filme, chorei em pelo menos três cenas, ri em tantas outras, me emocionei e saí com o coração acalentado de amor por esse filme que serve para crianças de todas as idades.

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