Um passarinho chamado Tiê

Neste fim de semana ocorreu em Belo Horizonte o Festival Vozes do Brasil, com a participação do Thiago Pethit, Mariana Aydar, Tiê e Makely Ka. Apesar de amar todos os artistas, só consegui ir no show da Tiê. Tudo bem, porque ela sempre foi a minha preferida. A apresentação ocorreu no domingo (28), com apenas dois integrantes na banda, ela apresentou um show de estilo acústico e íntimo, que tocou o meu coração.

A cantora é muito fofa. Tímida, no começo ela tem dificuldade de falar com o público, mas aos poucos vai se soltando e no final do show a cumplicidade fica evidente, é como se ela fosse construindo a cada música a relação com todos aqueles desconhecidos. Um verdadeiro passarinho.

O show também contou com a participação do Makely Ka, que eu conheci no dia anterior e flerta com o forró, e do André Whoong, que faz parte da banda de Tiê e cantou uma música do CD que vai lançar pela produtora da cantora, a Rosa Flamingo.

No show, ela fez uma passagem rápida por todos os seus CDs, começando com músicas do Sweet Jardim, A Coruja e o Coração e terminando com Esmeraldas. Cantou seus principais hits, como ‘A Noite’, ‘Assinado Eu’, ‘Piscar o Olho’, entre outros.

É incrivel como a voz da Tiê consegue preencher todo o teatro e acalentar a alma, como se cada música fosse um abraço amigo. Impossível não se apaixonar, saí de lá flutuando enquanto cantarolava “Você não vale nada, mas eu gosto de você” e pensando em todos os desamores que já passaram pela minha vida.

Eu nunca tinha prestado atenção antes, mas percebi nesse show que a Tiê embalou muitas das minhas desilusões amorosas. Não de uma forma triste, pelo contrário. Ela é uma das artistias que eu escuto para me reerguer, fazendo parte do meu processo de cura. Cada música que ela cantava eu lembrava de alguém que tinha passado na minha vida, apenas constatando que às vezes a gente gosta das pessoas e depois para de gostar. Ou as pessoas param de gostar da gente. A vida vai seguindo o seu rumo e colocando tudo em uma caixinha de lembranças. Ouvir a Tiê foi como abrir aquela caixinha e olhar cada uma das memórias com nostalgia.

No final, como ela mesmo diz, “me despeço, dessa história e concluo a gente segue a direção que nosso próprio coração mandar”.

Para quem ainda não ouviu, segue o último CD da artista.

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