Cinefilia

O cinema sempre esteve presenta na minha vida, não é a toa que sou uma das fundadoras do Cineclube Opiniões, que há mais de cinco anos realiza eventos na área audiovisual em Rio Branco. Ultimamente ando fazendo uma imersão cinematográfica, assistindo muitos filmes. Alguns bons, outros nem tanto, uns me emocionaram, outros me inquietaram. Mas de qualquer forma ver filmes é gostoso e vou fazer uma resumo do que andei assistindo nos últimos dias.

Simplesmente Acontece (Love, Rosie)

Comédia romantica fofinha e bonitinha, apesar de bem previsível. Para quem, como eu, adora um água com açúcar, vai gostar bastante do filme. Ele mostra a relação entre de Rosie e Alex, dois amigos de infância que, por medo de perderem a amizade, não são totalmente verdadeiros com seus sentimentos e acabam se desencontrando diversas vezes na vida, sem nunca deixarem de apoiar um ao outros. Você possivelmente já sabe o fim deste filme, sem nem ao menos vê-lo, mas ainda acho que vale a pena.

Um Dia (One Day)

Eu disse que tenho uma queda por história água com açúcar, né? Essa é mais uma da lista. O filme conseguiu me emocionar e me prender em vários momentos, bem mais do que eu esperava. Mas a premissa ainda é a mesma que em ‘Love,Rosie’. Tudo bem, porque eu adoro esse tipo de filme. Em ‘One Day’, vamos acompanhando a história Dexter Mayhew e Emma Morley durante anos, sempre no dia 15 de junho, data em que os dois se conheceram em 1988. Descobrimos como, a cada ano, a vida dos dois vai se modificando e nem sempre indo de acordo com os planos e expectaticas dos personagens. Descobrimos como a amizade dos dois vai se desenvolvendo de acordo com as escolhas que eles vão tomando no decorrer dos anos.

Sete Dias Sem Fim (This is where i leave you)

Vou ser sincera, não gostei desse filme. Simples assim. Mas porque então estou falando dele? Porque ele tem algumas piadas boas e talvez você goste. O filme é uma daquela típicas histórias de família, no caso, de uma judaica que nunca segiu as tradições religiosas, mas precisa realizar o Shivah quando o pai morre. Há anos eles não se encontram ao mesmo tempo e precisam agorar passar sete dias juntos, tendo que lidar com antigos e novos problemas familiares. Não sei se estava com expectativa muito altas porque tinha três atores que eu gosto, mas não correspondeu. Acho que as história foram tratadas com muita superficilalidade e alguns personagem eram muito rasos. Mas eu continuo amando a Tina Fey.

Mesmo se Nada Der Certo (Begin Again)

Eu achei que esse era mais um filme romântico sobre duas pessoas perdidas que se encontram em um momento difícil da vida e juntos conseguem se encontrar. É, mas não é. O filme é sobre duas pessoas perdidas. Elas conseguem se reerguer juntos. Mas também conseguem fazer isso separados. Eles se amam, mas ao mesmo tempo amam muito mais a música e o projeto que estão desenvolvendo juntos. O filme é clichê e ao mesmo tempo quebra alguns clichês. Keira Knightley, interpreta uma cantora que se mudou para Nova Iorque com o namorado, que acaba de conseguir um importante contrato em uma produtora. Mas o relacionamento logo termina e, em plena crise, ela é descoberta por um produtor de discos (Mark Ruffalo) em decadência. Juntos, eles decidem fazer um CD, para tentar conseguir um contrato em uma gravadora.

Dear White People

Possivelmente uma das melhores comédias que assisti nos últimos anos, eu fiquei obscecada por esse filme. Ele possivelmente vai se transformar em outros textos, mas vamos ao que interessa aqui. O filme conta a história de estudantes negros em uma universidade americana, majoritariamente frequentada por brancos. Com humor, ele vai dando ‘dicas de sobrevivência’ e brinca com o racismo da instituição, tendo quatro personagens (todos negros) como os condutores da história. No filme, estudantes brancos decidem fazer uma festa com esteriotipos de negros, o que causa uma revolta dentro da instituição. Ao mesmo tempo, uma das personagens começa a granha a ira dos colegas devido o seu programa de rádio intitulado ‘Dear White People”. O filme merece destaque só por ter tantos atores negros interpretando personagens com histórias bem desenvolvidas e dramas pessoais, algo infelizmente raro no cinema. Acredito que negros devem se identificar com muitas situações, ao mesmo tempo em que pessoas como eu, não-negras, podem usar as piadas para analisar seus privilégios.

3 Corações (3 Coeurs)

O filme é francês e tem a queridinha do Lars von Trier no elenco. Admito que esperava um pouco mais, a sensação é que passei boa parte do filme esperando um climax que mesmo existindo, parece que não aconteceu. É como se faltasse alguma coisa ou o filme se perdesse em algum lugar, mas não consigo dizer exatamente aonde. A trilha sonora escolhida também me deu nos nervos, mas no final das contas não é um filme ruim. A histórica começa com Marc (Benoît Poelvoorde) perdendo o trem para Paris e vagando por uma pequena cidade com Sylvie (Charlotte Gainsbourg), um moça que acabou de conhecer. Sem trocar nomes, telefones ou informações pessoais, os dois marcam um novo encontro que nunca acontece, já que Marc acaba tendo um problema de saúde no dia e chegando atrasado. Algum tempo depois, ele conhece Sophie (Chiara Mastroianni) e os dois iniciam um romance, sem saber que a noiva é na verdade irmã de Sylvie. O filme ganha pela interpretação dos atores, que demonstram os sentimentos dos envolvidos com simplicidade e poucas palavras. A fotografia também merece aplausos.

Noites Brancas no Pier (Nuits blanches sur la jetée)

Tive algumas experiências decepcionantes com filmes franceses este ano. Logo que este começou, imaginei que iria seguir o mesmo caminho que os anteriores, até porque 90% do filme se passa na mesma locação e ele tem um tom meio teatral, algo que nem sempre dá certo. Mas ao contrário de todas as possibilidades, este consegue ser um dos melhores filmes que assisti esse mês. O longa é uma adaptação de Noite Brancas, de Fiódor Dostoiévski, e conta a história de um homem, que está passando por um período sabático e conhece uma mulher, que todas as noites espera pelo amor de sua vida no píer de uma cidade portuária. Os dois se encontram durante quatro dias e ele se apaixona pela moça. A história é sensível, engraçada e delicada.

Branco Sai, Preto Fica

Eu esperava muitas coisas deste filme e acho que este foi o meu erro. A ideia é boa, as soluções criativas da produção foram bem interessantes, a temática é necessária, mas no final das contas… Não deu certo, pelo menos para mim. A maioria dos críticos amou o filme, mas eu ainda acho que muitas coisas ficaram confusas no roteiro (se eu não tivesse pesquisado antes o filme, possivelmente não teria entendido) e algumas cenas se repetem de forma exagerada, dando a impressão que a trama não está evoluindo. O filme, que une ficção cientifica com documentário, pega a história real em que a polícia invadiu um baile de black music em Brasília, no ano de 1986, para contar a vida de dois personagens que sofreram com as sequelas deste acontecimento: um ficou paralisado da cintura para baixo, o outro teve a perna amputada. No filme, um detetive vem do futuro para investigar o fato e determinar um culpado. Acho que valeu pela parte do documentário, que conseguiu me emocionar, e pelo final do filme que mostrou umas soluções bem criativas para a falta de poder aquisitivo da produção. Mas no final das contas, eu saí decepcionada.

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